sábado, 23 de junho de 2018

Vamos Bebeer no Pátio SP



São Paulo é de fato uma Capital do Mundo – o que se confirma com um levantamento feito pelo Observatório do Turismo da SPTuris em 2017. Portugal, Bolívia, Japão, China, Itália, Espanha, Coreia do Sul, Haiti, Argentina, Chile, Estados Unidos, Alemanha, Peru, França e Paraguai figuram como as 15 maiores nações a fincaram novas e, por que não dizer, definitivas raízes em solo paulistano. No quesito cultural a cidade abriga influências de todos os tipos, além de, naturalmente, ter sido ponto de partida para a criação de inúmeros movimentos. Ao passo de que em um de seus bairros (em um território dividido em 96 distritos) essa faceta cultural é ainda mais pulsante: a Vila Madalena. Região essa que abriga um bar que há pouco tempo abriu suas portas (e até o teto) para inserir um endereço interessante para fás de Cervejas Especiais, Música Brasileira e de boa Gastronomia de Botequim: o Pátio SP.

Com pouco mais de um ano de operação, a casa chegou para oferecer “comida afetiva, coquetéis e boa música” - com ênfase ao Samba de Raiz. E está aí um motivo pelo qual este assumido fã de Rock resolveu conhecer este bar. Afinal, por que não sair do manjado circuito cervejeiro do combo “Beer + Rock” para conhecer novos locais e até mesmo se reunir com familiares e amigos que curtem um estilo musical mais tupiniquim e “cadenciado”?! Como no Universo Cervejeiro não devemos ter preconceitos com as preferências cervejeiras de cada pessoa, o mesmo deve ocorrer com seus gostos musicais, não?!

E ali na esquina da Mourato Coelho com Wisard, bem no meio do “vuco-vuco” do bairro mãos boêmio da cidade, que o Pátio SP pede passagem para evoluir sua operação em um ambiente que, literalmente, está de portas (e toda a fachada) abertas  para se relacionar também com o vai e vem do bairro. É só passar por ali que você certamente já se sentirá naturalmente convidado a adentrar o local. “Considerando o ponto comercial e a atmosfera da Vila Madalena, achei que poderíamos criar um espaço onde as pessoas entrassem no bar como se ele fosse uma extensão da calçada, como um pátio mesmo. Queríamos um ambiente que integrasse o interno com o externo. E priorizando a simplicidade, reunimos detalhes de um grande pátio para criar um ambiente descontraído, informal e, ao mesmo tempo, acolhedor onde as pessoas passassem horas sem que percebessem”, explica Christian Caballero, Sócio do Pátio SP.

Foto: Divulgação

A decoração também é outro grande destaque. E para a sua concepção os sócios contaram com o trabalho da equipe de arquitetos da YBYPY Arquitetura. Seus profissionais receberam no briefing: bar que deveria remeter à descontração de um pátio e que tivesse a cara da cidade (a obra levou 8 meses). O ambiente é rico em detalhes como: painel de grafite (de 85 m²), iluminação com garrafas e pallets servindo de base para a produção do mobiliário do salão (mesas, bancos e cadeiras). Há até um olhar sustentável com o jardim vertical de 95 m². Tudo acomodado de modo muito harmônico e que de fato inserem sensação de aconchego e descontração para que os clientes possam aproveitar seus momentos na casa tal qual ela foi idealizada: ser local onde se pode bater papo, se sentir bem, cultuar a música de qualidade e também comer e BEBEER bem na manha...

Ao todo mais de 300 garrafas recicladas penduradas no teto decoram o Pátio SP - metade delas sobre o Balcão
(Foto: Cris Cartacho)

Teto Retrátil cria escape para ver a copa de árvores e se sentir em uma praça, além de favorecer a entrada de ar em um dia quente, para perceber o entardecer e uma tela de 50 m² para sintonizar a programação noturna de ver as estrelas...
(Foto: Renan Geishofer - Vamos Bebeer)

E por falar em BEBEER...

Botecagem que se preza tem que ter Balde com Gelo para o merecido repouso das Ampolas... E assim fomos!
(Foto: Renan Geishofer - Vamos Bebeer)

Conhecemos algumas das delícias que são oferecidas em um cardápio cujo conceito se propõe a fazer um resgate de produções bem “botequeiras” com aquele “carisma” que nos remete aos preparos caseiros de dias de festa (caso do sanduba recheado com a democrática e brasileiríssima Carne Louca). Petiscos para harmonizar com momentos de consumo bem na boa enquanto as cervejas vão secando no copo e o papo vai rolando sem moderação... Há ainda opções para o público que não come carne ou frango.

Mix de algumas das delícias produzidas pela casa. Difícil saber por onde começar
(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Desde a abertura, o público cervejeiro já pôde apreciar sua bebida favorita. Ao passo de que na primeira divulgação feita para a Mídia constava como opção, por exemplo, o “Litrão” de Coruja. E quando da nossa visita apreciamos duas rodadas de cervejas (no balde) da ColoradoCAUIM, APPIA e INDICA. Mais botequeiro impossível! E mesmo sendo rótulos da AmBev a casa não os têm mediante contrato de exclusividade. Também há opções como, por exemplo, Brahma, Original e Serra Malte mais na linha “de volume”. “As opções Artesanais têm o equivalente a 15% do volume médio de venda das demais”, conta. Ou seja: outras marcas do nosso Trade podem também pensar em procurar a casa que mostra grandes perspectivas de crescimento no consumo das Craft Beers. Ao passo de que o consumo “cadenciado” não impede que a brigada de atendimento esteja orientada a saber quais são as melhores pedidas para harmonizar pratos com as Cervejas Especiais.

#VamosBebeerRecomenda

1ª Harmonização: Colorado Cauim + Bolinho de Arancini recheado com Mussarela

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Aquela harmonização Ribeirão-paulitaliana que você respeita! Sabores bem leves e que abrem bem os trabalhos. Sem contar no destaque para a experiência de sentir o queijo explodindo e derretendo na boca. Mangia che te fa bene!

2ª Harmonização: Colorado Appia + Queijo Coalho com Melado

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Porque nos rendemos à possibilidade de antecipar o docinho. Pedida com a cara do Brasil em que o Melado de Cana assume o papel de ser o elo entre o petisco e a bebida e não "rouba" o sabor do Mel do Urso.

3ª Harmonização: Colorado INDICA + Croquete de Costela (com Barbecue)

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Quando uma harmonização clássica encontra mais uma forma de se apresentar ao mundo! Gostamos SIM ou COM CERTEZA?

4ª Harmonização: Colorado CAUIM + Dadinhos de Tapioca (com Geleia de Pimenta)

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Começando uma nova rodada de degustação de modo ousado: na batida da picância da pimenta que entra em cena com uma boa desculpa para chamar a cerveja no particular para arredondar as papilas gustativas.

5ª Harmonização: Colorado APPIA + Tirinhas Crocantes de Saint Peter

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Tem como um peixinho e uma cerveja de trigo não darem samba? E sim, a pimentinha pediu um Bis e o dulçor da cerveja aliviou ainda mais a brincadeira.

6ª Harmonização: Colorado INDICA + Sandubinha de Carne Louca

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Carne Louca + IPA. Precisamos dizer mais alguma coisa? Só que o tempero da Carne estava bem na medida tornando o amargor da cerveja um grande aliado para promover também uma explosão de sabores na boca. Na dúvida: vai nessa dupla que não tem erro!

(Foto: Danielle Vogel Segato - Vamos Bebeer)

Ainda nos foi oferecida a possibilidade de degustar esta porção com Tiras de Mignon ao Molho Gorgonzola. Muito gostosa, mas acredito que pelo valor não valha tanto a pena em relação a quantidade que vem no prato.

As Sobremesas não poderiam faltar para fechar a visita com chave de ouro: Mini (só no Cardápio) Churros com Doce de Leite, Pavê de Chocolate da Vó Aurora e Pudim de Leite da Vó Maria. Pena não ter, por exemplo, uma Stout para a harmonização ficar completa. #FicaADica , pessoal! ;)



+ Sobre o Pátio SP

O bar ainda conta com Agenda de Eventos bem movimentada: Feijoada aos Sábados (coma à vontade por R$ 49,90) com Música Ao Vivo. Há ainda Rodízio de Petiscos (de terça à quinta a R$ 31,90 com 5 tipos de Petiscos à vontade), Pacotes para Aniversariante (Até 19 pessoas o aniversariante ganha um Drinque ou uma Sobremesa. Entre 20 e 30 convidados ganha uma Garrafa de Vodca Nacional. Acima de 31 convidados ganha uma garrafa de Champanhe) e Música Ao Vivo de terça a domingo.



Opções não faltam para o público se divertir no Pátio SP. Quem sabe não nos encontramos por lá um dia desses?! Inclusive, fique ligado na Programação do Pátio SP para curtir a Copa do Mundo por lá!

SERVIÇO - Pátio SP Bar
Endereço: Rua Mourato Coelho, 1.272 (Vila Madalena - São Paulo/SP)
Telefone: (11) 2386-0908

O #VamosBebeerAgradece a sempre parceira Scheilla Lisboa (Assessora de Imprensa do Pátio SP) pela companhia e recepção, além do atendimento dos seus garçons e também da atenção do Sócio Christian Caballero pelas informações fornecidas! Sucesso a todos!

Reportagem e Texto: Renan Geishofer - Jornalista e Sommelier de Cerveja (o Marido)
Fotos: Danielle Vogel Segato - Radialista (a Esposa)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Vamos Bebeer no Festival da Coxinha e da Cerveja Artesanal



O Brasil é genuinamente gastronômico. Também pudera. Afinal, um País Continental como o nosso não poderia deixar a desejar nesse quesito. De Norte a Sul temos inúmeros ingredientes que inserem muita brasilidade em produções oriundas das panelas "Made in Brasil" ou cujas receitas se inspiraram nas produções estrangeiras trazidas para o solo tupiniquim por povos de nações espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Só que é um desafio poder encontrar algum elemento que reúna a maior parte da nossa população. Na música, temos os fãs de rock e de samba. Na cultura temos quem gosta de novelas e quem seja fã da arte de rua. Na língua temos inúmeros sotaques. No esporte o futebol é forte, mas há também quem pratique esportes de inverno. Na política, outro desafio. Porém, ao lado da moeda, podemos ter na mesa dos brasileiros alguns dos poucos pontos em comum. Um deles é a tabelinha quase unânime que é dos amantes da mistura entre Cerveja e Coxinha!

E, atenta a esse ponto de convergência, a empresária Elaine Vilela se ligou em uma oportunidade de negócio que vem rendendo muitos frutos reunindo de modo organizado e oficial o encontro da bebida com o petisco. O resultado são eventos que movimentam o Circuito Gastronômico das cidades que o recebem há quase uma década.

E como no Vamos Bebeer somos não só amantes da boemia gastronômica e entusiastas da causa, como também amamos contar histórias, fomos acompanhar de perto o que rolou no Evento que promoveu ao mesmo tempo a 6ª Edição do Festival da Coxinha com o 2° Festival da Cerveja Artesanal e o 1° Festival de Bolos e Tortas – além de um bazar que rolou por lá também com a venda de artesanatos. Mas antes, vamos voltar um pouco no tempo para saber como foi que a coxinha surgiu.

O surgimento da Coxinha

Voltamos ao Período do Império Brasileiro e chegamos à cidade de Limeira (SP). Por lá, como se diz haver esses registros, havia um garoto filho da Princesa Isabel e do Conde d’Eu que morava na Fazenda Morro Azul. E segundo o livro "História, Lendas e Curiosidades da Gastronomia” (Editora Senac), ele era criado assim isolado da corte porque era considerado uma criança especial. E na hora de comer só gostava de coxas de galinha. Certo dia a cozinheira percebeu que não haveria coxas o suficiente para o almoço e que o menino não fosse gostar da notícia. Eis que resolveu desfiar partes da ave e essa galinha desfiada serviu de recheio para uma massa a base de batata e farinha. Se o menino gostou dessa invenção? Respondo que não só ele, mas que gerações se sucederam no nosso país e fizeram com que esse petisco permanecesse bem vivo em nossa gastronomia.

Voltando ao Festival...

(Foto: Divulgação)
O Festival tem como ponto de partida em sua organização pesquisas que são feitas dentro do Selo “Paixões Paulistanas” que é uma divisão do trabalho realizado pelo Grupo “Espaço As Meninas” o qual Elaine Vilela integra como Sócia-Proprietária. E o gosto do público pelas Coxinhas e Cervejas Artesanais é sempre bem forte e intenso. Por isso, a aposta nesta combinação perfeita e imbatível para um evento com este formato: reunião de público dos mais variados perfis em um local de fácil acesso em uma tarde de domingo com tempo agradável em Sampa.

O local foi a Associação Hokkaido de Cultura e Assistência que fica à Rua Joaquim Távora, 605 (Vila Mariana - a poucos metros do Metrô Ana Rosa) e rolou das 12h00 às 19h00. A proximidade com o Metrô foi um fator bem interessante para nós que também conseguimos participar do evento saindo da nossa casa em Barueri (SP) indo para lá somente com Transporte Público (Integração CPTM – Metrô) em um trajeto de pouco mais de uma hora.

Quanto ao público? Mais de 10 mil pessoas passaram pelo evento – isso porque era tarde da finalíssima do Paulistão entre Palmeiras e Corinthians. Prova de que a dupla Coxinha + Cerveja é tão forte quanto a da paixão dos brasileiros pelo futebol.

A Organização sempre começa os trabalhos com pelo menos três meses de antecedência e sabe que em toda a edição alguns expositores conseguem vender todo o seu estoque antes do término do evento. As Redes Sociais, além do trabalho de Comunicação com Relacionamento com Imprensa e de Publicidade são os meios pelos quais os eventos são divulgados.

“Já temos uma Carteira de Expositores que está conosco há muito tempo. Aí sempre selecionamos esse pessoal, abrindo também vagas para que novos negócios possam ser vistos e conhecidos pelo nosso público, principalmente o Mercado de Cerveja Artesanal que tem bombado muito”, pontua Elaine.

Sobre a questão da conjuntura econômica do país nos últimos anos, a empresária é bem firme ao dizer que neste setor “não temos crise!”. “Nem 2016, nem 2017 e nem em 2018. As pessoas sempre acabam cortando muitos gastos, mas com comida o paulistano não corta. Eles vêm nem que seja para comer uma Coxinha e tomar uma Cerveja. E avaliamos que nesta Edição o Tíquete Médio foi de mais ou menos R$ 50,00”, comenta.

A aposta do Festival é a de fazer com que o público não apenas vá ao evento, mas que chegue, conheça novidades, encontre o que gosta e com um valor justo e acessível possa ir ficando. Começa com um petisco e um chope, passa pelos doces e no final ainda reserve um tempo para fazer compras de artesanatos e produtos de decoração para casa. De repente até leve algum presente para uma pessoa querida. Ou seja: é um evento idealizado e gerido para que o público tenha hora para chegar e não para sair. Tanto que a Organizadora nos conta que às 11h00, quando o evento nem tinha sido aberto, já havia pessoas esperando para entrar. E outro ponto positivo: a entrada é gratuita!

Uma Equipe Comercial auxilia no trabalho de cadastramento dos expositores ao mesmo tempo em que a Organização está “na rua” procurando e pesquisando por novos parceiros. Trabalhar com eventos requer esse dinamismo.

E no meio desse caminho, a empreendedora Bruna Santana do Stand da “O Chefinho – Marmitaria Gourmet” nos conta que era a primeira vez que eles estavam participando do Festival e chegaram até lá ao verem a divulgação através do Facebook. Entraram em contato e quando conversaram com a Reportagem do Vamos Bebeer no meio do evento já havia o desejo de continuarem a participar dos próximos.

Quando a família trabalha junto

Produção 100% Natural com Preço Justo!
#Gostamos

Coxinha de Batata Doce com Frango e
Bolinho de Mandioquinha com Patinho Moído 
A “O Chefinho” é daquelas típicas microempresas familiares espalhadas pelo país. Tanto que Bruna nos revelou que o negócio é gerido por ela e pelo irmão, mas que para a participação no Festival eles também contaram com o apoio, literalmente de colocar a mão na massa, do marido, da mãe e de um amigo.

“Somos do Ipiranga e trabalhamos também com Chocolate, Ovo de Páscoa, Marmita FIT e Marmitas Convencionais. Viemos acreditando bastante que ia dar certo e fizemos em torno de duas mil coxinhas. Sabemos que o público está de olho nessas novidades e demos uma incrementada nas receitas. Temos a Coxinha de Jaca, de Batata Doce com Frango, Bolinho de Mandioquinha com Patinho Moído e o pessoal tem gostado bastante”, comenta.

Os trabalhos começaram na quinta-feira e ainda no domingo pela manhã estavam finalizando os últimos detalhes. E nem conseguimos provar as Coxinhas Doces que acabaram muito rápido.

E por falar em preço justo, Elaine enfatiza que o desejo do Evento é o de oferecer condições para que o público possa realmente aproveitar o máximo possível sem pesar muito no bolso. “Aqui não é Shopping. É um local para o microempreendedor e para o artesão trazer seu trabalho e fazemos triagens para termos expositores diferentes, com valor agregado e preço acessível”, explica.

Porque criatividade faz parte do DNA da
Gastronomia "Brazuka"!
Brasilidade rima com inventividade

Um dos expositores que estão desde as primeiras edições é a Brazuka's Foods cujos trabalhos também são geridos pela empreendedora Regiane Cusin Galhardo. E como o próprio nome sugere, a empresa produz suas delícias de olho nas referências da gastronomia tupiniquim.

"A nossa primeira vez no evento foi na Bela Cintra e eu queria levar uma novidade. Aí tivemos a Coxinha com massa de Abóbora e recheio de Carne Seca. Depois surgiu a ideia de fazer com Mandioca e colocamos recheio de Costela e demos a ela o nome de ‘Coxa Atolada’ em menção à Vaca Atolada. Para o serviço pegamos um copinho de catupiry e atolamos a coxinha. A de Jaca é de origem Vegana e já acabou todo o meu estoque – teve um pessoal que até levou para casa. E a novidade desta edição foi a Coxinha com recheio de Carne Louca”, comenta.

E foi com as Coxinhas do Brazuka's Foods que partimos para a nossa Harmonização da Tarde. O destino? O Stand da Cervejaria Camilos.

Ligação Leste-Sul


Vinda da Zona Leste de São Paulo, a “Família Camilo” estava no Festival pela primeira vez e estava gostando muito da experiência. Mas quem gostou mais fomos nós que pudemos conhecer quatro cervejas produzidas por eles e que nos agradaram muito: chopes Bohemian Pilsner, Witbier, Schwarzbier e IPA.

“Procuramos deixar combinações de cervejas mais amplas possíveis com esses estilos”, destaca Fabio Camilo (Cervejeiro da Camilos). A Cervejaria Cigana tem sede na Zona Leste de Sampa e se beneficiou do fator geográfico na hora de organizar o estoque de bebidas para o evento. "Trouxemos 150 Litros, mas já estamos trazendo mais da nossa Sede porque já estamos com nosso estoque acabando e ainda estamos no meio do evento”, revelou.

“Já produzimos em muitas cervejarias, mas nosso Laboratório fica na Zona Leste. E já estamos com distribuição em alguns bares do Butantã e da Penha. E o projeto da Camilos começou há quatro anos com amigos e fomos vendo que poderia virar uma Oportunidade de Negócio e cerca de um ano para cá que estamos num processo de profissionalização das nossas atividades”, finaliza.






#HARMONIZAÇÃO DO VAMOS BEBEER



As Coxinhas Escolhidas: Coxa Atolada e Coxinha de Carne Louca!

A Coxa Atolada foi bem com a IPA e para a de Carne Louca a escolha foi a Schwarzbier. E não é porque fui eu que escolhi, mas essa segunda escolha ficou maravilhosa! Fica a dica a quem quiser testar também – tanto na forma de coxinha quanto no sanduíche ou no prato sem o pão!

E a Organização sabe que hoje em dia a Curadoria de Seleção das Cervejas Artesanais tem que ser ainda mais rígida porque o Mercado vem evoluindo muito rápido. “Como trabalhamos muito pelo Interior, temos uma Carteira de Marcas conhecidas que é muito forte e temos um conhecimento muito grande da área. Além disso, temos Grupos de Cervejeiros e acaba até que um indica o outro. E para nós isso é o que mais vale: um Cervejeiro indicar outro vira também um sinal de qualidade neste Mercado. E outra: assim vemos que o nosso parceiro não entra em disputas de egos”, frisa Elaine.

A atenção dada aos Cervejeiros é também muito no sentido de oferecer muitos estilos e marcas diferentes em um mesmo evento (de modo compacto) aliando-se o fato de que o preço dos copos não é alto. Assim tanto o expositor pode apresentar melhor o seu produto quanto o consumidor pode degustar mais rótulos de qualidade e sem pesar no bolso. “E no Interior fazemos com o triplo do tamanho em locais que comportam essa estrutura”, completa Elaine.

Altruísmo como 5º Elemento

Chopes deliciosos, fresquinhos e versáteis com
valores de R$ 8,00 (300 ml) a R$ 15,00 (500 ml)

Sabemos que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o Mercado Cervejeiro seja maior e ainda mais forte. Mas não podemos esperar que somente as grandes marcas sejam responsáveis pelo fomento e estímulo ao Mercado. Prova disso é o que já está fazendo a Cervejaria Los Compadres de Atibaia (SP)

Como nos conta Wellyton Paraguassu (um dos donos) a Cervejaria – que estava participando do evento pela segunda vez – trabalha também oferecendo seu espaço para a produção de cervejas de Cervejarias Ciganas. E a estrutura comporta essa produção extra, afinal, a Los Compadres já produz 12 mil Litros/Mês que resultam em 12 Rótulos diferentes. Está aí a razão do nome da marca: transformar cervejeiros em compadres dentro deste aromático, saboroso e encorpado Mercado.

“E nossos rótulos, justamente, também fazem menção a alguns compadres e parceiros nossos”, explica. O projeto teve seu Start há dois anos e as produções começaram há seis meses.

A marca também apostou em estilos de cervejas mais amplos na oferta de possibilidades de harmonização. Os escolhidos: American Lager, American IPA e uma deliciosa Berliner Weisse com Cajá (que nós adoramos!). Foram levados, ao todo, 150 Litros para o evento.

Sabores que vêm do alto

Eventos como este são sempre muito bons para que as marcas recebam feedbacks do público. E com a Hop Flyers não é diferente. Um dos responsáveis pela Cervejaria, Samuca nos conta que gostaria de participar de mais, mas “só não participamos porque somos uma Cervejaria Cigana pequena e não temos tanta produção que nos permita participar de todos os eventos”.

A marca busca produções de cervejas com alguma característica que permita que elas sejam harmonizadas. “Temos, por exemplo, uma Witbier com Melão e uma White IPA com Mexerica. Então sempre temos uma característica marcante nas nossas cervejas que as permitam ser harmonizadas. E adoramos ver aqui no evento tantas possibilidades de harmonizações com as coxinhas e demais produções de doces por aqui”, destaca.

A marca vem de uma cidade que tem bastante força no Mercado Cervejeiro: Piracicaba. E Samuca tem orgulho da cidade e de todo o Movimento que as Cervejas vêm fazendo por lá. E a Hop Flyers pode se juntar ainda mais nesse cenário porque o Cervejeiro nos confabulou que é advogado, mas que tem investido muito mais tempo nos trabalhos da cervejaria do que na advocacia.



Procuramos sempre oferecer cervejas frescas cuja produção não passa de 15 ou 20 dias de intervalo. A Produção e o Envase são feitos na Cervejaria Ópera de Araraquara, mas a marca tem também uma Tap House em Piracicaba. E para o Festival foram levados cerca de 300 Litros de cerveja.

Amigos cervejeiros, o Vamos Bebeer endossa o que a Organizadora Elaine Vilela destaca como grande benefício de ir ao evento: encontrar cervejas especiais de qualidade e com ótimo custo-benefício! Além disso, é sempre hora de comer uma(s) coxinha(s)!

Muito obrigado a todos pela atenção!

Forte abraço e VAMOS BEBEER!

APURAÇÃO E TEXTO: Renan Geishofer - Jornalista e Sommelier de Cerveja (O Marido)
FOTOS: Danielle Vogel Segato - Radialista (A Esposa)

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terça-feira, 6 de junho de 2017

Vamos Bebeer no IX Bier Hub Festival (Edição Fevereiro/2017)

Bier Hub Festival


“Os alquimistas estão chegando...”. É o que poderia dizer Jorge Ben Jor sobre essas pessoas que mostram um lado todo peculiar – e por que não dizer, carismático - do Universo Cervejeiro: os Cervejeiros Caseiros (também chamados de home-brewers)! E quem são, o que fazem, onde vivem? Ao melhor estilo Globo Repórter o Vamos Bebeer explica!

A atividade de produzir cerveja em casa é uma das mais antigas ao longo da História Cervejeira. Afinal, as primeiras produções da bebida eram feitas para consumo próprio de uma casa ou de um vilarejo, por exemplo. Então podemos dizer, sem medo de errar, que se trata de uma atividade milenar e que, naturalmente, foi evoluindo ao longo do tempo.

Basicamente a produção de cerveja caseira no Brasil ganhou força na virada dos anos 1990/2000 fruto da ressonância que houve no nosso país do movimente da Revolução Cervejeira ocorrida no Mercado dos Estados Unidos. Além disso, o nosso Mercado também se beneficiou da chegada das primeiras importações de cervejas e do surgimento das primeiras cervejarias artesanais em nosso país. E o meu amigo Ulisses Malacrida (que capitaneia os trabalhos do Blog Malte Papo e da Casa de Brassagem) revelou que o movimento dos cervejeiros caseiros também se beneficiou da Internet e das Redes Sociais tendo sido formadas Comunidades de Caseiros no finado Orkut. E hoje o Mercado Nacional vive hoje a retomada de uma atividade que o país já vivenciou no passado no Brasil Colônia – com ênfase na Região Sul do Brasil – com as produções caseiras de famílias de imigrantes europeus (alemães, por exemplo) que também levaram esse conceito do homebrew para os Estados Unidos quando da sua colonização.

E no começo deste ano houve em São Paulo um evento que promoveu essa atividade e que destacou os produtores caseiros que concorreram a um grande prêmio: a oportunidade de terem sua receita sendo produzida em grande escala e ainda sendo vendida em todo o país! Nada mal, não?! Foi o que propôs o IX Bier Hub Festival, evento promovido no rooftop do elegante e descolado Edifício Tomie Ohtake entre as empresas WBeer.com.br e o Bier Hub.


Tomie Ohtake
Tarde de verão com sol e cerveja
no rooftop do Edifício Tomie Ohtake
(Foto: Cauê Diniz)
O evento reuniu cinco cervejarias caseiras que apresentaram suas cervejas ao público (mais de mil pessoas) que pôde votar na sua favorita, além da participação de um júri especializado. E a vencedora entrou no mês de Maio na seleção do novo clube de assinaturas da Wbeer.com.br - o Clube Wbeer na modalidade Bier Hub.

E quais foram as cervejas do evento?


  • OTH - India Pale Ale
  • NORMANDIE - Double Weizenbock
  • TITO BIER - Red Ale
  • LAWNESS - Black Seaweed Gose
  • TRIBAL - American Blonde Ale

Interessante notar é que no concurso entram variados estilos. Ou seja: a Organização quer fomentar a Cultura Cervejeira dando liberdade aos Cervejeiros Caseiros produzirem o que quiserem. E logo de cara nos surpreendemos com a estrutura montada no evento. E fiquei ainda mais pasmo quando descobri que o IX Bier Hub Festival foi organizado em praticamente um mês!

WBeer
Sanmy Moura Santos
WBeer.com.br

(Foto: Cauê Diniz)
Sanmy Moura Santos, responsável pelo Planejamento Estratégico de Comunicação e Marketing da WBeer, nos explicou que a empresa foi procurada pelo Bier Hub que quando apresentou o projeto fez “brilhar os olhos” da equipe da WBeer.

“Isso aconteceu porque a WBeer tem como posicionamento a democratização do consumo de cervejas especiais no Brasil! Temos a preocupação de disseminarmos conteúdo, informações, mostrar qual é o melhor jeito de se consumir cerveja, mas deixando também que as pessoas se sintam livres para beberem do jeito que elas querem. E quando vimos que há um grupo que quer potencializar os Cervejeiros Caseiros entendemos que seria ótimo impulsionar um projeto que já era grande e tem tudo para ficar ainda maior”, explica Samy que ainda destacou que à época notou que o Mercado ainda não possuía uma parceria como esta.

De modo que a WBeer entra com a expertise de negócio, com a sua capacidade de disseminação do nome das Cervejarias e com o apoio de posicionamento e construção de marca, logística de distribuição em todo o país e o jeito de fomentar a educação cervejeira para um público maior. “Assim retomamos o principal interesse da empresa que é a democratização da cerveja no país”, pontua.

E essa mescla de experiências em áreas diferentes também está no DNA do Bier Hub (em operação desde meados de 2016). O economista Diego Valverde (fundador do Bier Hub) nos contou que o Bier Hub nasceu de uma conversar de bar entre ele e o seu sócio. “Na época eu trabalhava com aceleração de StartUps e ele estava começando a entrar no Mercado de Cervejas Artesanais. Aí identificamos que a necessidade do cervejeiro é muito parecida com a do cara que tem uma empresa de biotecnologia, por exemplo, que é: ter acesso de capital e profissionalização do produto e da empresa como um todo, da legalização do produto... Temos diversos perfis de cervejeiros e queremos trazer mesmo é a possibilidade de eles transformarem o hobby em negócio e com a nossa experiência em negócios os ajudaremos a fazer isso!” analisa.

Diego Valverde
Diego Valverde - Bier Hub
(Foto: Cauê Diniz)

A relação próxima entre a Bier Hub e os Cervejeiros Caseiros facilitou o contato dos participantes que, antes do evento, somando-se 30 projetos, passaram por uma primeira seleção entre quais seriam os cinco participantes do IX Bier Hub Festival.

Diego ainda destaca que o próprio “ecossistema dos cervejeiros” já tem enraizado o conceito da colaboração em que não se notam birras e intrigas. Pelo contrário. O que mais se vê é o incentivo para que todo mundo se ajude a lapidar as melhores receitas. “A Equipe do Bier Hub é muito unida! É uma família! “Se coloca pra gente fazer, a gente faz mesmo! Então, foi difícil, mas conseguimos fazer!”, finaliza.

Cervejaria OTH
Um dos membros dessa “família cervejeira” é o cervejeiro Amilcar Parada, dono do bar Capitão Barley e responsável pelo projeto da Cervejaria OTH. Consumidor antigo de cervejas artesanais e importadas, Amilcar passou a se interessar pela produção de cervejas após participar da feira Brasil Brau. “Fui como curioso para conhecer equipamentos de produção e conheci o Luiz, um dos sócios da cervejaria DUM de Curitiba. Ele estava lá no stand da Acerva servindo cerveja caseira e me explicou como produziu. A partir deste dia comecei a pesquisar sobre produção, comprei um kit pela internet e fui aprendendo sozinho. Depois disso vieram contatos com cervejeiros caseiros de São Paulo (dentre eles o Victor Marinho que hoje está na cervejaria Dádiva; Luciano, Leonardo e Bruno que são os donos da Dogma) e aí comecei a aprender com eles também”, explica o publicitário que fez sua primeira produção caseira em outubro de 2011.

Sua cervejaria cigana, a OTH, aposta em um modelo de negócio colaborativo. O cervejeiro caseiro que quer produzir sua própria cerveja faz um investimento financeiro em cotas de produção e ajuda na definição da receita e é possível até entrar no projeto para a confecção do layout do rótulo. Além de a OTH também abrir espaço para o recebimento de doações de entusiastas da causa que não sejam propriamente mestres-cervejeiros. A American IPA da OTH estava recém-produzida e, por isso, foi o estilo levado ao evento. E a escolha do estilo se deu também pela sua popularidade.

Cervejaria Normandie
E parece que o Capitão Barley pode ser o local de atenção de muitos cervejeiros caseiros de São Paulo. Isso ocorre porque o projeto da Cervejaria Normandie também teve o bar como “maternidade”. “Conheci o Diego (Bier Hub) através do pessoal do Capitão Barley. Tomamos umas cervejas lá no bar, conversamos e ele me abriu essa porta. Participei na primeira vez com esta mesma receita e peguei o segundo lugar”, revela Fabio Chaves, proprietário da Normandie.

Fábio gosta da Cultura Nórdica e Escandinava e trouxe esse conceito para a sua cervejaria cigana que começou em um apartamento no bairro das Perdizes em São Paulo e se mudou para a cidade de Socorro (interior de São Paulo) onde ele pôde ter um espaço melhor para morar e fazer suas receitas. “Há cinco anos que consigo viver da cerveja que eu produzo!”, enaltece. Por gostar de cervejas Bock e de Trigo, o cervejeiro misturou os estilos apresentando sua Double Weizenbock.

Cervejaria Tito Bier
E por falar em referências da Escola Alemã, a cervejaria Tito Bier também tem em sua origem um pé no país da Oktoberfest. O cervejeiro Claus Lehmann, responsável pelo projeto, é filho de alemães nascido no Brasil e já estudou por um tempo em Munique. “Sempre gostei de cerveja, além de ser Fotógrafo e trabalhar com Revistas. Aí certa vez fiz uma matéria para a Revista da Gol fotografando quem fazia cervejas artesanais pelo país e eu vi que era muito simples e eu poderia fazer a minha. Fui fazendo cursos e passei a produzir, em 2012, 20 litros de cerveja toda semana. Fui nesse ritmo até 2014. Em 2015 fui para outras receitas e em 2016 fomos à Dádiva fazer como ciganos (com MAPA e todos os registros)”, conta. E quando questionado sobre o que pretende com o projeto, Claus destaca de modo bem humorado que eles querem continuar como ciganos para poderem viajar e tomarem cervejas em outros lugares. “Não quero virar um RH!”

A cervejeira traz o conceito de inventividade de pegarem receitas clássicas e darem um toque diferente. Ao passo de que a Trotsky Red Ale partiu de uma clássica Irish Red Ale em que, por gosto pessoal, foram tirando o corpo e jogando um pouco de lúpulo cítrico das American IPAs. “É a nossa ‘Brazilian Red Ale’!”, define!

Cervejaria Lawless
Inventividade também está no DNA do projeto da Lawness. O advogado e Sommelier de Cerveja Jorge do Val nos explicou que a sua cervejaria estava no evento com a intenção de provocar o paladar do público ao apresentar uma cerveja que reunia todos os cinco gostos básicos (salgado, azedo, amargo, doce e umami). De modo que a Black Seaweed Gose foi a cerveja que eu mais gostei de BEBEER no evento.

“Nesta nossa piração, fizemos escura para que as pessoas pensem que tem algo torrado, de café nela, mas quando bebem sentem que não tem”, destaca Jorge que ainda finalizava o serviço da cerveja colocando sal negro.

O projeto nasceu pela reunião de amigos que se conheceram no Curso de Sommelier de Cerveja. Como Jorge já fazia cerveja, convidou os amigos para produzirem também e tiveram uma boa sinergia na produção. “Acreditamos que cerveja é experiência e não somente o fato de toma-la! Aí tivemos a ideia de fazer uma cerveja com alga e logo veio essa intenção de produzir uma cerveja que mesclasse os cinco gostos básicos. Fomos atrás de saber como produzirmos de modo até experimental porque só temos algumas referências fora do Brasil sobre o uso de alga (pesquisamos até no Japão). E juntando todos esses conhecimentos fizemos esta cerveja!”, conta Jorge que ainda destacou o fato de estarem lá não apenas buscando o prêmio, mas sim para “provocar os consumidores a saírem de suas zonas de conforto”.

Cervejaria Tribal
Por outro lado, o casal Rebeca Barreto e Cassio Danilo Sanches estavam no evento com muito entusiasmo e energia em busca de fazerem história no evento. E em uma rápida conversa comigo, Rebeca já deixou claro que a dupla estava de corpo e alma apresentando, pela primeira vez a um grande público, a versão da Cervejaria Tribal para o estilo Blond Ale. “A Xamã quer trazer as peculiaridades regionais do Brasil com uma cerveja fácil de beber no calor e em volume. Para isso, usamos o capim limão que dá toques mais cítricos à bebida”, explica.

Sobre o início da Tribal, Rebeca conta que o casal, que se apaixonou pelas cervejas artesanais e mantém este hobby há 5 anos (mesmo tempo em que estão casados), resolveu aprender a fazer sua própria cerveja. “Aprendemos literalmente no YouTube. A nossa primeira produção, de cinco litros, saiu azeda, mas nós a adoramos porque nós é que tínhamos feito e fomos nos aprimorando. Aí um dia em casa notamos que tínhamos muito Capim Limão que nós gostamos e percebemos que essa junção de uma cerveja extremamente leve com um chá de aroma muito cítrico casariam perfeitamente. E assim surgiu a Xamã”, conta.

E foi esta a cerveja vencedora do concurso! A Xamã é bem leve, refrescante e cheia de personalidade. Apresenta coloração alaranjada com leve turbidez; aroma que traz muito destaque herbal (proveniente do Capim Limão), frutado (lembrando damasco e pêssego) e leve condimentado; na boca notam-se o corpo baixo, cítrico lembrando limão bem presente, alta carbonatação e refrescância. Uma cerveja de fácil BEBEERabilidade e que pode agradar a todos os tipos de paladares.

Foto dos Campeões da Cervejaria Tribal que levou ao
IX Bier Hub Festival a sua American Blond Ale chamada Xamã
(Foto: Cauê Diniz)

Para compra-la e também para saber mais sobre a WBeer, acesse o site!

O Vamos Bebeer agradece à Assessoria de Imprensa da WBeer pelo convite e pela assistência durante todo o evento e também agradece a todos os participantes pela oportunidade de ter conhecido mais detalhes sobre suas histórias!

Vamos Bebeer
Entre avaliações, entrevistas e brindes,
uma pose para a foto da Equipe do Vamos Bebeer!

Um forte abraço a todos e VAMOS BEBEER!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

#VamosBebeerBR com Cervejaria Colorado



Olá cervejeiros e cervejeiras! Tudo bem?

E seguimos com o nosso Especial #VamosBebeerBR retornando da cidade de Pinhais no Paraná para uma cidade do interior de São Paulo que figura como sendo uma das grandes capitais cervejeiras do nosso país! Posição que muito se deve a uma cervejaria que já foi pequena e há quase dois anos passou “para o lado de lá” fazendo parte do portfólio da Ambev! Sim, senhoras e senhores: aqui vamos com a Cervejaria Colorado (de Ribeirão Preto) que passará todo o mês de junho junto conosco em nossos perfis nas Redes Sociais (Instagram / Facebook / Twitter)!

Colorado
Os tanques da fábrica da Colorado
Fato é que após a sua aquisição pela Ambev (ocorrida em Julho de 2015), a Colorado passou a ser vista com outros olhos por muitos cervejeiros que passaram a não mais considera-la como sendo uma Cervejaria Artesanal e também dizem que as receitas “antigas” eram melhores do que as de hoje.

Entendo quem torce o nariz (com ênfase aos produtores artesanais e donos de bares) para a geração de uma concorrência maior em relação aos preços das cervejas e também entendo quem pouco se importa com essa “polêmica” e só quer mesmo BEBEER a sua cerveja em paz!

E como eu fico nesse cenário?! Destacando aqui as quatro cervejas de linha da marca que trazem aquele “quê” de brasilidade que venho destacando em nosso Especial ao inserirem insumos com a cara do Brasil em produções que fazem releituras de estilos clássicos!

Colorado


Tanto que o manifesto da Colorado destaca:

“Chiclete com banana, futebol com arte, café com leite, rock com maracatu, cravo com canela, muqueca com leite de coco, solos de guitarra com tambores de candomblé. É na graça e no sabor da mistura que o Brasil é mais Brasil. E é na harmonia de tantos brasis, que a Cerveja Colorado encontra a essência do seu inconfundível sabor artesanal. Uma cerveja feita de diferentes ritmos, culturas e sotaques, harmonizando receitas universais com ingredientes tipicamente brasileiros, como café, rapadura, mandioca, mel e castanha do pará. Uma cerveja que de tão plural, tornou-se única. E, de tão brasileira, tornou-se internacional”

Sobre a Colorado

A cervejaria foi, de fato, uma das pioneiras em produção de cerveja artesanal no Brasil. O ano em que surgiu? 1995! Na época esse “modelo de negócio” era muito desconhecido no país e a Colorado – através de seu fundador Marcelo Carneiro – bebeu da fonte de conhecimento que havia no Mercado Cervejeiro dos Estados Unidos que já tinha mais “corpo” do que o brasileiro.

E em matéria publicada em Setembro de 2014 no Estadão PME, Marcelo destacou que o sucesso do negócio veio por conta de duas decisões que foram mantidas no dia a dia da empresa: “apostar na criação de uma escola brasileira de cerveja e ter perseverança”. É só pensar que lançar sabores novos de uma bebida cujo consumo no país ainda é muito enraizado nas Amercian Lagers já é mesmo um ato de coragem. Ainda mais há mais de 20 anos.

Ainda segundo a publicação, Marcelo ganhou um grande incentivo no ano de 1997: a visita do renomado “caçador de cervejas” britânico Michael Jackson (tido por muitos como a maior autoridade cervejeira do nosso tempo) apareceu de surpresa na Colorado, experimentou a cerveja e disse que o empresário estava no caminho certo. Ao passo de que hoje a Cervejaria soma inúmeros prêmios em Concursos Nacionais e Internacionais e que exporta suas produções para os Estados Unidos e para a França.

#Desiberne

No detalhe as peças de Publicidade da Colorado que agora, com o aporte de um grande player do Mercado, passam a informar com mais força na TV e no Mobiliário Urbano o que a Cervejaria traz de diferente para os consumidores. E realiza esse trabalho brincando com o seu mascote: o Urso.

Cervejaria Colorado

Cervejaria Colorado


Cervejaria Colorado
"Cerveja é um universo e ele está lá fora esperando para ser explorado.
Acorde. É hora de desibernar.
Saia da caverna. Venha despertar pra tudo o que cerveja pode ser"
(trecho de mensagem publicada no site da Colorado)


Vamos nessa? Porque nossa viagem com a Cervejaria Colorado está só começando...

Colorado


E fica o nosso convite para que nos acompanhem ao longo deste mês para que conheçam alguns dos rótulos da Cervejaria Colorado nas Redes Sociais do Vamos Bebeer!

Um forte abraço a todos e VAMOS BEBEER!

Para saber mais sobre a Colorado, acesse o site!