segunda-feira, 3 de abril de 2017

#VamosBebeerBR com Cervejaria Nacional


Olá cervejeiros e cervejeiras! Tudo bem?

Vocês sabem que o Vamos Bebeer será sempre um grande incentivador do Mercado Cervejeiro Brasileiro. Por isso, lancei no mês passado o Especial #VamosBebeerBR em que destaco em nossas Redes Sociais (Instagram / Facebook / Twitter) publicações sobre as cervejas produzidas por cervejarias que trazem aquele “quê” de brasilidade em suas produções e que destacam elementos da gastronomia ou da cultura do nosso povo.

O nosso primeiro destino foi a cidade de Goiânia da nossa querida Micro X e neste mês em que celebramos o Descobrimento do Brasil, queremos fazer um convite para que vocês antes de tudo redescubram a cultura e o folclore brasileiro com os aromas e sabores de uma Cervejaria que foi uma das grandes precursoras do Mercado Cervejeiro Brasileiro e Paulistano. E para você que soube ligar os pontos, confirmo: SIM! Ao longo de todo o mês de Abril traremos as democráticas e excelentes cervejas da Cervejaria Nacional!

Como tudo começou...

Confesso que quando conheci a história da Nacional passei a admirar muito esta Cervejaria. O início dela nos leva ao não tão longínquo ano de 2006 quando o projeto começou a ser desenhado na sociedade que se formou entre o economista Luis Fabiani (que se apaixonou pelo Mercado Cervejeiro nos anos 1990 em Nova York e depois também se tornou Mestre Cervejeiro) com o produtor gráfico Dudu Toledo (que era amigo e companheiro de degustações do Luis). O meu parceiro Marcus Ribas também é um dos sócios-fundadores da Nacional e está no negócio até hoje!

E foi Fabiani que trouxe para o Brasil um equipamento cervejeiro e começou a fazer suas produções caseiras de modo experimental e a cada nova receita, essa paixão foi ficando maior. O negócio era mesmo tão pequeno que certa vez uma reportagem sobre os caras tinha um foto dos dois com o destaque em texto que dizia algo como “eles são uma cervejaria”. O hobby os levou a uma confraria e antes de erguerem o brewpub em São Paulo eles eram fornecedores de alguns bares.

Sei que antes da Nacional a cidade de São Paulo também teve nos anos 1990 a presença de cervejarias como a Continental (inclusive, meu pai foi gerente de todas as casas que compuseram o grupo tanto em Sampa quanto em Blumenau, Florianópolis e Natal) e também a DaDo Bier. Mas foi em 2011 que a Nacional surgiu de fato no Bairro de Pinheiros e hoje se apresenta como sendo a primeira fábrica-bar paulistana. O que pode se considerar como algo coerente ao se analisar a história recente do Mercado Cervejeiro Brasileiro com enfoque nas Produções Artesanais (nicho em que se enquadra).

DaDo Bier
Outras importantes precursoras do Mercado Cervejeiro Brasileiro

Sobre o brewpub da Nacional

Localizado na Avenida Pedroso de Morais (entre as ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio em um ponto bem central de Pinheiros), a casa tem no térreo uma fábrica cervejeira profissional toda envidraçada permitindo que logo na entrada os clientes possam ver de onde saem as cervejas que entram nas torneiras de chope ou nas geladeiras do bar. No primeiro andar há o pub que reúne um balcão e muitas mesas ao longo de um corredor que vai quase até o limite do terreno do imóvel. Já no segundo andar, um salão mais largo e amplo acomoda mais mesas (espaço mais intimista que, inclusive, pode servir para reuniões corporativas e já teve até casamentos rolando por lá) tendo ao fundo uma parede de vidro que mostra a movimentação na cozinha. Tudo com uma decoração rústica  e intimista bem com a cara dos típicos espaços cervejeiros.

Chope Cervejaria Nacional
Detalhes das torneiras de chope da Cervejaria Nacional


Mas e as cervejas?

Com um conceito extremamente tupiniquim, as cervejas da Nacional trazem estampados no rótulo nomes e gravuras de alguns personagens do nosso folclore: a Iara, a Dama de Branco, a Mula Sem Cabeça, o Curupira e o Saci Pererê. Além dessas que são as cervejas da linha fixa da casa, há sempre receitas sazonais que são produzidas pela casa todos os meses (tanto de produções exclusivas da Nacional quanto em parcerias com outras cervejarias ou mestre-cervejeiros). Por exemplo, agora em Março a Nacional produziu o Chope Verde e uma Irish Red Ale em comemorações ao St. Patrick’s Day. Ou seja: muitas datas comemorativas são lembradas pelos cervejeiros da Nacional.

Cervejas da Cervejaria Nacional
Cervejas sempre fresquinhas direto do tanque!

Cervejaria Nacional em Ribeirão Preto

Em julho de 2016 a Nacional ampliou sua atuação no Mercado Brasileiro com a sua instalação na cidade de Ribeirão Preto (uma das cidades mais cervejeiras do estado e do país) no Shopping Santa Úrsula. A estrutura do local tem capacidade de produzir até 3 mil litros de chope por mês. E todas as produções, tanto em Sampa quanto em Ribeirão podem ser também bem acompanhadas das delícias que saem da cozinha. E todas as opções, desde as entradas até as sobremesas, harmonizam com as cervejas da casa. Eu mesmo já comprovei muitas vezes a veracidade dessa questão, viu?! Tem até pão produzido com o bagaço do malte, drinques e milk-shake produzidos com as cervejas da Nacional. A casa também abre para almoço.

Sa'Si Stout
Harmonizações testadas e aprovadas pelo Vamos Bebeer
Esquerda: Kurupira Ale + Queijo Coalho com Melado de Cerveja
Direita: Sa'Si Stou + Bolinho de Arroz Arbóreo com Queijo


A Nacional em números

  • Em 2015 foram produzidos mensalmente quase 9 mil litros de cerveja por mês e engarrafados outros 3.600 litros;
  • Desse volume, cerca de um terço foi vendido na Unidade Pinheiros, outro terço para o varejo e o último terço para bares e restaurantes (através de uma redistribuidora, sendo que uma pequena parte para fora de São Paulo);
  • Capacidade de produção de 8 mil litros;


E fica o nosso convite para que nos acompanhem ao longo deste mês para que conheçam todos os rótulos da Cervejaria Nacional nas Redes Sociais do Vamos Bebeer!

Um forte abraço a todos e VAMOS BEBEER!

Para saber mais sobre a Cervejaria Nacional, acesse o site www.cervejarianacional.com.br

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Agradecimento especial ao parceiro Marcus Ribas pela atenção de sempre e pela confiança no Vamos Bebeer ao nos ceder os rótulos que serão apresentados ao longo deste mês! Valeu, Marcus! Tâmo junto! Forte abraço e sucesso à Cervejaria Nacional!

quinta-feira, 23 de março de 2017

As cervejas que marcaram a minha vida

Olá cervejeiros e cervejeiras! Tudo bem?

Pois bem! Hoje este que vos escrivinha completa mais uma volta completa ao redor do Astro Rei e apago as velinhas pela 28ª vez. Bastante tempo de estrada em que acumulei muitas experiências especiais e inesquecíveis. Ainda mais depois que comecei a conhecer todas as maravilhas do Universo Cervejeiro. Por isso, resolvi fazer diferente neste ano e trazer para vocês quais foram as cervejas que marcaram a minha vida contando o motivo pelo qual cada uma delas ganhou um lugar cativo e especial no meu coração e na minha memória. Vamos Bebeer comigo?

Heineken

Cerveja Heineken


Não me recordo ao certo o dia tampouco o mês, mas foi em 2010 que posso dizer que tive a minha iniciação no Universo Cervejeiro. Afinal, foi neste ano em que degustei pela primeira vez esta que logo ao primeiro gole se tornou a minha cerveja favorita. Foi na volta para casa em uma sexta-feira depois de madrugar para ir à faculdade e de mais um dia de trabalho do então estagiário. Nessa época resolvi que a sexta-feira a noite seria o meu momento de me desconectar da correria do dia a dia parando em algum lugar para comer alguma coisa acompanhada de uma cervejinha. Naquele dia escolhi comer a famosa pizza em pedaço da Padaria Euroville no bairro da Pompéia e quando olhei para a geladeira da padoca a garrafa verde reluziu para mim de modo especial. Lembro-me muito bem quando a tomei que fiquei impressionado com esse sabor diferente das “pilsens” que eu tomava à época. Pena que na época a Heineken ainda não estava com grande presença no nosso Mercado como vemos hoje em dia. Por isso eu ficava sempre na vontade de poder a BEBEER em outros estabelecimentos - o que não acontecia de modo mais amplo. Talvez até por causa dessa dificuldade em encontra-la que eu fiquei ainda mais fã dela porque valorizava cada gole quando eu a encontrava.

Lindemans Kriek Cuvée René

Cerveja Lindemans Kriek Cuvée René

Costumo brincar que eu tinha tudo para ter fugido do Universo Cervejeiro e esta cerveja tem a ver com isso. Afinal, esta foi a primeira Cerveja Especial que eu degustei. E para quem é leigo no assunto, digo que esta é uma cerveja das mais extremas e de modo geral apresenta no paladar sabor muito ácido/acético – com nuances que lembram até um vinagre. Ou seja: uma cerveja para paladares muito experientes e não para um iniciante como eu era em Maio de 2012. No ano passado tive a oportunidade de degusta-la novamente e agora sim pude apreciá-la melhor sabendo o porquê de ela ter essa característica tão extrema.

Erdinger Original

Cerveja Erdinger


Não é nenhum merchã, mas de fato o Marketing da Erdinger no Brasil sabe o que faz. Afinal, a Erdinger Original de fato foi a primeira cerveja de muitos cervejeiros do nosso país. Tendo chegado ao nosso mercado na virada de 1999/2000, ela foi a quarta Cerveja Especial que eu provei (lá na virada de Maio para Junho de 2012) e como foi a primeira que me agradou mais (até pelo fato de ser de um estilo muito indicado para a iniciação cervejeira), ela se tornou uma cerveja marcante na minha vida. Quando a degustei pensei que não poderia ter cerveja melhor do que ela no Mercado. Se você está começando a degustar cervejas, ela pode ser uma boa pedida também!

Becks

Cerveja Becks


Era o meu primeiro dia em uma viagem internacional. Eu acabava de sair do Vaticano. Tinha passado a madrugada sem conseguir dormir no avião. A noite começava a cair. Estava explorando a pé a belíssima cidade de Roma. Ah, tinha que rolar uma cerveja para brindar este momento, não?! Então assim que avistei um Truck no meio de uma praça vendendo cervejas geladas (ao estilo europeu), parti para a compra. Como este latão verde era o que não conhecia, o pedi sem titubear. Paguei alguns poucos Euros por esta cerveja alemã e quando dei o primeiro gole a achei terrivelmente quente (para os nossos padrões de consumo). Mas, como a sede era enorme, enxuguei a lata em poucos minutos e foi a partir desta lata que comecei a montar a minha coleção que inicialmente seria apenas com latas, mas se transformou até em um diploma de Sommelier de Cerveja. No sabor não é das melhores do mundo, mas sua ocasião de consumo foi sublime. Que saudades daquele entardecer de 2 de Novembro de 2013...

Pilsner Urquell

Cerveja Pilsner Urquell


Sabe aqueles momentos na vida que ficam eternizados na memória e no coração?! Pois é! Foi em um desses que eu tive a felicidade de conhecer uma cerveja que sem saber a sua história, me encantou logo ao primeiro gole. Era a minha primeira viagem internacional e tinha embarcado há poucos dias no navio em que fiz uma viagem pelo Mediterrâneo saindo de Civitavecchia e terminando o percurso em Barcelona. E tão logo embarquei no navio tive a grata surpresa de ver que em um dos andares havia um pub de respeito que servia muitas cervejas de vários países. E em uma das minhas noites a bordo, fui com a Dani até ele para encerrar a nossa noite. Muita dúvida entre qual pedir. E como na época conhecia bem pouco de cerveja e também não queria errar na escolha por estar pagando por ela em Euro, fui de modo bem conservador e pedi por uma Pilsen que não haveria de ser uma bola fora. E, meus amigos, QUE CERVEJA! A Pilsner Urquell com toda a sua sedutora simplicidade me ganhou num tanto, que a partir daquele dia passou a ser uma das minhas favoritas! Uma degustação inesquecível não apenas pela companhia, mas também pela deliciosa cerveja!

Estrella Damm

Cerveja Estrella Damm


Esta é outra cerveja que sensorialmente não entrega grandes nuances de aroma e sabor, mas que se transformou em uma cerveja extremamente marcante na minha vida. Como a foto já sugere, eu estava muito feliz a degustando vestindo a camisa do Barça. Mas por quê? Simples! Na mesma viagem que fiz e citei na cerveja anterior, tive a oportunidade de passar um dia inteiro em Barcelona. O inesquecível 10 de Novembro de 2013. E tão logo programei a viagem, já corri para organizar no cronograma a visita ao Camp Nou (o Estádio do Barcelona) em que participei de um Tour por dentro do estádio e conheci a estrutura e a história do clube. Na época começava a crescer em mim uma grande admiração pelo tal de Lionel Messi que é hoje o meu grande ídolo no futebol. Esse foi o dia mais aguardado da viagem e eu já saí do Brasil com alguns muitos Euros reservados para comprar uma camisa dele e queria sair do estádio e tomar logo uma cerveja para brindar esse grande momento. E quando descobri que a Estrella Damm era – e ainda é – patrocinadora do time, a escalei como sendo “A” cerveja que eu iria BEBEER. E logo na lanchonete anexa ao Complexo do Estádio a comprei na latinha mesmo e a bebi com muito carinho. Ela refrescou a alma e é mais uma latinha que consta na minha coleção!

Blue Moon White IPA

Cerveja Blue Moon White IPA


Há aquela brincadeira de que as pessoas às vezes precisam tomar algo alcoólico para tomarem coragem de tomar grandes decisões. No meu caso a grande decisão já estava tomada há muito tempo, mas naquele momento eu precisava só aliviar um pouco a tensão e a ansiedade do que aconteceria na minha vida na manhã seguinte. Era noite do dia 28 de Dezembro de 2015. Estava eu, a minha noiva e a família dela de Férias em Orlando e no dia seguinte visitaríamos o Parque da Disney! De cara já seria um dia que eu aguardava desde a infância. Mas outro fato transformaria esse 29 de Dezembro em uma data especial e inesquecível: eu faria o pedido de casamento para a minha agora noiva realizando o sonho dela de ser pedida em casamento na frente do Castelo da Cinderella. E antes de ir para a cama, me vi sozinho na sala pensando no que iria acontecer dali a poucas horas enquanto acabava de tomar essa deliciosa produção da Samuel Adams que se tornou não só pelo sabor, mas pela ocasião em que a consumi como uma das Grandes Cervejas da Minha Vida!

Brooklyn Local 1

Cerveja Brooklyn Local 1


Grandes momentos pedem grandes cervejas! E no caso, a Brooklyn Local 1 teve participação bem importante na minha vida há pouco tempo. O motivo? Foi com ela que brindei junto com a minha família a conquista da compra do meu futuro lar onde vou morar com a Dani! E para o nosso 1º Imóvel, nada mais justo do que pedir as bênção do Papa Garrett Oliver que produziu a cerveja com a qual brindamos a conquista do nosso Local 1! Cerveja com muita personalidade, elegância e complexidade! Daquelas para tomar de joelhos e que por ser rolhada trazem ares ainda mais sublimes ao momento em que é apreciada!

Paulistânia Clara

Cerveja Paulistânia Clara


Cerveja democrática, leve, fácil de BEBEER, vai bem em todas as ocasiões, estimula a cultura brasileira e ainda destaca o nome da minha amada cidade natal. É fácil entender o porquê de eu ter tanta admiração pela Paulistânia. Mas, no ano passado a cerveja ganhou mais um motivo para estar para sempre em meu coração: foi com ela que retomei os trabalhos do Vamos Bebeer com o Canal no YouTube. Foi depois dela que pude ir retomando este meu Projeto Editorial que a cada dia que passa fica ainda mais firme e com o qual tenho sempre grande prazer em produzir os meus conteúdos! Sendo assim, amigos da Paulistânia, a cerveja de vocês fará sempre parte da história do Vamos Bebeer!

Ratsherrn Rotbier

Cerveja Ratsherrn Rotbier


Há cerca de uns seis meses tive a oportunidade de conhecer essa cerveja que ganhou um lugar especial em meu coração por alguns motivos. Foi a Ratsherrn que me mostrou que o Mercado Cervejeiro Alemão tem também um lado mais “revolucionário” com marcas que caminham para terem a sua “Craft Beer Revolution”, que me apresentou ao estilo Rotbier do qual eu nunca tinha ouvido falar e que me permitiu ter sido o seu Assessor de Imprensa quando foi promovido o seu lançamento para o Mercado Cervejeiro Brasileiro. Por esses motivos que até podem parecer ser muito simples, foi que a Ratsherrn Rotbier se tornou uma das marcas de cervejas que marcaram a minha vida de cervejeiro!

E vocês? Quais são as cervejas que mais marcaram as suas vidas? Diz aí nos comentários! E, claro, acompanhem sempre o Vamos Bebeer nas Redes Sociais!

Forte abraço a todos!

Fiquem com Deus!


E PARABÉNS pra mim! Rss ;) 

Renan Geishofer - Jornalista e Sommelier de Cerveja

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segunda-feira, 6 de março de 2017

#VamosBebeerBR com Cervejaria Micro X


O Vamos Bebeer será sempre um grande incentivador do Mercado Cervejeiro Brasileiro! Afinal, a oferta de grandes cervejas produzidas pelas nossas cervejarias artesanais é cada vez maior e melhor e essa vocação cervejeira do nosso Brasil Varonil permite sonharmos que dentro de algum tempo será promovida a nova Revolução Cervejeira em nosso território (aposto e sonho muito com isso).

E para valorizar ainda mais os produtores brazukas, o Vamos Bebeer aproveita que o ano só começa mesmo depois do Carnaval e, a partir deste mês, coloca no ar o Especial #VamosBebeerBR em nossas Redes Sociais com publicações sobre as cervejas produzidas por cervejarias que trazem aquele “quê” de brasilidade em suas produções e que destacam elementos da gastronomia ou da cultura do nosso povo. E o nosso Giro Cervejeiro começa lá na região da Capital Federal – mais precisamente de Goiânia – a nossa primeira cervejaria a ser destacada. Inclusive, ela já passou por aqui. Sim! É com grande alegria que trazemos de volta a Micro X!

A Micro X é uma cervejaria cigana – capitaneada pelo casal Alexandre e Rogéria Xerxenevsky – que surgiu no nosso Mercado em decorrência do hobby de Alexandre que era o de produzir cervejas em casa. E após conquistar dois prêmios em concursos anuais em São Paulo (2011 e 2014) promovidos pela Acerva Paulista, produziram as cervejas campeãs e se animaram tanto com essa nova perspectiva que surgiu nos seus horizontes que resolveram investir no negócio que está em curso desde 2014.

Movimentando bastante o Mercado Cervejeiro do Centro Oeste, a Micro X produz cervejas que trazem tanto ingredientes típicos da sua região como também que promovem um Intercâmbio Cervejeiro entre cervejarias que participam do seu Acampamento Cigano Beer em que cervejarias são convidadas para produzirem receitas exclusivas em parceria com a Micro X. Assim, o casal Alexandre e Rogéria busca ampliar a visibilidade de cada marca no eixo Sul-Centro Oeste. De modo que quem mais ganha nessa mistura é o Mercado Cervejeiro do Brasil que segue seu curso com todo o gás vindo da região da Capital Federal!

E fica o nosso convite para que nos acompanhem ao longo deste mês para que conheçam todos os rótulos da Micro X nas Redes Sociais do Vamos Bebeer!

Um forte abraço a todos e VAMOS BEBEER!

Renan Geishofer - Jornalista e Sommelier de Cerveja

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vamos Bebeer no lançamento da Cerveja RIS Putnik do Cerrado



Como bom Jornalista, sempre tive meus problemas com as Ciências Exatas na época da escola. De modo que sempre me dava calafrios ser desafiado em exercícios e nas provas para achar o bendito valor do X... Mas, passada quase uma década desde que saí da escola, passei a ter agora uma nova relação com a 24ª Letra do nosso Alfabeto. Relação essa que agora é muito aromática, saborosa e em que só tenho que encontrar um copo limpo, um abridor e uma(s) garrafa(s) na geladeira mais próxima! Digo isso porque conheci em 2016 uma cervejaria brasileira que movimenta muito o Mercado Cervejeiro do Centro Oeste e que passou também a enviar suas produções para o Mercado Paulistano. Apresento a vocês a Micro X!

Tive o grande prazer de poder participar de uma degustação de cervejas da Micro X que foi realizada de surpresa lá no Empório Alto dos Pinheiros (o EAP de São Paulo) no dia 19 de Setembro quando fui à casa para participar do lançamento da cerveja RIS Putnik do Cerrado – uma Russian Imperial Stout produzida entre a Micro X com a Cervejaria Suméria de Santo André (SP). Na correria do final do ano esta publicação ficou pendente e começamos o ano do Vamos Bebeer contando para vocês a origem da cervejaria um suas inspirações. Inclusive, se vocês ainda não conhecem a Micro X, já anotem aí que vocês não podem passar 2017 sem provar ao menos uma cerveja da marca.

A essência dos donos desde o nome da cervejaria

Encontrar o “X da questão” na criação do nome de uma marca é sempre um desafio. E no caso da Micro X parece que a solução foi mais simples do que parece. A origem do “X” vem de como um dos donos da cervejaria é conhecido. Afinal, o nome Alexandre Xerxenevsky não é lá dos mais fáceis de se pronunciar nem de grafar. E dessa dificuldade surgiu um nome fácil de gravar! Quem revelou essa história foi a esposa do Alexandre, a Rogéria Xerxenevsky, que divide o comando dos trabalhos da Micro X com o marido.


Micro X
O casal Alexandre Xerxenevsky e Rogéria Xerxenevsky - Fundadores da Micro X

Rogéria contou que o Alexandre tinha como hobby fazer cerveja e ele foi Bi Campeão em São Paulo (2011 e 2014) nos concursos anuais promovidos pela Acerva Paulista. Em 2011 ele levou a melhor com a receita da cerveja Angel (a Tripel Carro-Chefe da Micro X) e que foi produzida em 2014 na Cervejaria Bamberg (de Votorantim/SP) e em 2014 ele ganhou com uma Märzen-Oktoberfest que foi produzida na Invicta (Ribeirão Preto/SP). “E essas produções que aconteceram no mesmo ano acabaram nos animando muito porque também venderam muito rápido. Aí deu vontade de iniciarmos esse trabalho”, relembra.

Disputa na Certidão de Nascimento

Por ser a Primeira Microcervejaria Cigana do Centro Oeste (trabalho iniciado em Dezembro de 2014), a Micro X já chegou ao mercado local fazendo um bom barulho e logo caiu nas graças do público consumidor. Mas, como o próprio nome define, uma Microcervejaria Cigana não tem um “Teto Fixo”. E foi justamente por causa disso que logo surgiu uma disputa (ao meu entender muito saudável e divertida) entre o público de Brasília e Goiânia que querem transformam cada cidade como sendo a Legítima Cidade Natal da Micro X. “Nossa comercialização começou em Brasília e como a cidade não pode ter fábricas por conta da complicada Legislação Ambiental, produzimos as cervejas em Goiânia e, por conta disso, há essa ‘disputa’ entre as cidades”, explica Rogéria.

Só que há outra cidade pelo caminho da Micro X: Contagem (MG). Foi lá onde eles realizaram a produção dos primeiros dois lotes que foram direto para o mercado da Capital Federal com o enfoque de se apresentarem como sendo produtos regionais. Até o momento em que conheceram uma fábrica na região de Goiânia onde estão até hoje.

Inventividade como principal essência

É muito comum vermos no Mercado Cervejeiro uma infinidade de marcas que se apresentam como sendo geradoras de receitas muito criativas, inovadoras e diferenciadas. O que na prática não se comprova de fato em muitos casos. O que o Vamos Bebeer entende não ser o caso da Micro X. Tanto é que a marca – que, claro, ainda dá seus primeiros passos no Mercado – procura justamente se destacar com o pensamento de que não se devem ter concorrentes, mas sim, parceiros em prol do crescimento da Cultura Cervejeira no Brasil. Prova disso foi a criação do Acampamento Cigano Beer que consiste em serem convidados amigos do Sul/Sudeste para fazerem cervejas no Centro Oeste. “Assim movimentamos o nosso mercado local e conseguimos mandar um pouco das nossas referências do Cerrado para o Sul do país”, destaca Rogéria. O resultado? Interessantíssimas cervejas autorias produzidas nessas parcerias.

“Nesses dias de brasagem, abrimos as portas de fábrica para o público visitar e vendemos os chopes bem baratinhos, temos Food Truck... E fazemos esses contatos só quem faz parte da nossa história. Por exemplo, eu me formei com o Marcelo Ribeiro (proprietário da Suméria) no Curso de Sommelier de Cerveja. E ficamos sempre muito contentes que todas as produções sempre esgotam nossos lotes na região. É uma loucura a aceitação que nós temos! Além disso, como usamos muitos insumos naturais temos que ficar de olho nas sazonalidades deles”, aponta Rogéria.

A linha Micro X

LINHA FIXA E SAZONAL

Cervejas Micro X

  • Blanche do Cerrado - Witbier
  • Angel Tripel – Belgian Tripel
  • 61 IPA – American India Pale Ale
  • Oberkorn – Oktoberfest-Märzen (Produção Sazonal)


PRODUÇÕES DO ACAMPAMENTO CIGANO BEER

Acampamento Cigano Beer


  • Bela e Recatada – American Wheat Beer (Produção Colaborativa em Parceria com a Urbana - Cervejaria Cigana da capital paulista e que leva os frutos taperebá e cagaita)
  • Caramel – Imperial Brown Ale (Produção Colaborativa em parceria com o renomado “Chef-Cervejeiro” Ronaldo Rossi e que levou 100 quilos de caramelo na receira)
  • Noite do Cerrado – Black Rye IPA (Produção Colaborativa em parceria com a Jupiter)
  • RIS Punik do Cerrado – Russian Imperial Stout (Produção Colaborativa em parceria com a Suméria com frutos do Cerrado Baru e Jatobá)
  • Angel Dust - Belgian Double IPA (Produção Colaborativa em parceria com a Cervejaria Dogma)


Ainda segundo a cervejeira, a Blanche do Cerrado foi produzida pensando no mercado da região de Goiânia que é muito quente. A cerveja foi introduzida pela 1ª vez no evento Piri Bier em Pirinópolis e o evento “bomba muito!”. “São quatro dias de feriado e como não há grandes concorrências de outras atrações turísticas na cidade, todo mundo lota o evento. E como já tínhamos a Angel que é mais forte para o calor, pensamos em outro rótulo para levarmos a esse que foi o nosso primeiro grande evento com contato com o público. Não sabíamos o que ia dar. E vendemos toda a nossa produção. Imaginem só um calor de rachar o coco e o pessoal tomando Angel?! Tivemos que desconectar as duas chopeiras da Blanche e deixamos a Angel rolar. Saia uma atrás da outra secando um barril de 30 litros em 40 minutos. O publico é louco pela Angel e ela virou a nossa queridinha!”, relembra Rogéria.

Veio o final de mais um ano e a vontade de produzir uma American IPA. Estava pensada a receita da 61 IPA que logo que foi lançada virou a segunda mais vendida da marca. “Foi uma homenagem à Brasília porque também moramos lá por dois anos e o povo de lá gosta muito de IPA. E como lá é quente, ela ajuda a aliviar o calor”, pontua.

As vendas em São Paulo começaram no início de 2016 e logo tiveram boa aceitação do público, segundo Rogéria, que destaca também o fato de as cervejas terem representação direta na cidade através da distribuidora Red Flag Bebidas.

E a RIS Putnik do Cerrado?
Micro X
Como destaca Marcelo Ribeiro, essa foi a Terceira Colaborativa produzida pela Suméria. A primeira foi com a Lund (Ribeirão Preto/SP) que foi a Lion Polski, a segunda foi a Olívia APAlito com a Quinta do Malte e na sequência a RIS Putnik do Cerrado.

“Foi uma das melhores experiências que tivemos. Ela é uma Russian Imperial Stout complexa e não é uma cerveja fácil de você fazer (por ter muito malte torrado a produção é mais demorada - levou cerca de 20 horas para produzir). Foi um desafio legal e uma grande experiência nessa nossa primeira experiência fora de São Paulo. Destaco muito o fator da brasilidade dos ingredientes. Além, claro, do desenho do rótulo que foi uma produção nossa. Uma mistura de cordel, o 1º satélite russo lançado que caiu no cerrado... Mais uma façanha do nosso designer Diego Carvalho!”, analisa Ribeiro.

Vamos Bebeer Analisa

Suméria
Como espero em toda Russian Imperial Stout, a RIS Putnik do Cerrado entrega logo de cara coloração escura e espuma de boa formação e persistência. Logo quando fui sentir o seu aroma, já tive a primeira grata surpresa: o toque de banana passa (raros em produções desse estilo). E segundo Marcelo Ribeiro, essa nuance aromática se dá pela presença do Jatobá na receita. Logo na sequência noto os tradicionais toques de café e chocolate. Na boca também se repetem café e chocolate, porém, mais uma surpresa: o corpo mais baixo da cerveja. Ou seja: é uma cerveja “perigosa” e sedutora. Afinal, como sentimos pouco peso, podemos ir nos entusiasmando a cada gole esquecendo que essa cerveja tem 12,5% de Teor Alcoólico. Os 90 de IBU indicam também ser uma cerveja mais indicada para paladares mais acostumados com amargor. É sem dúvida alguma uma das melhores cervejas desse estilo que já tomei e certamente quem BEBEER esta cerveja terá uma experiência gastronômica bem interessante. Sugiro com ela uma harmonização clássica: brownie com uma bola de sorvete de creme.

No Site da Micro X vocês encontram as cervejas, copos e demais itens a venda em sua Loja Virtual Oficial a preços bem convidativos.

Agradeço muito pela carinhosa recepção dos amigos Rogéria e Marcelo nessa noite e espero que possamos continuar próximos ao longo de 2017!

Um forte abraço a todos e VAMOS BEBEER!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Vamos Bebeer no lançamento da Sahara Vienna Lager

Sahara Craft Beer

Empreender no Mercado Cervejeiro Artesanal ainda é visto por muitos como uma aposta desafiadora diante dos inúmeros desafios encontrados por quem já participa desse mercado. Variações do dólar, desconhecimento do grande público sobre o produto, concorrência com os grandes players do mercado... Porém, como esse Mercado é naturalmente apaixonante e quem participa dele deve ser “antes de tudo um forte” (tal qual o sertanejo retratado por Euclides da Cunha em “Os Sertões”), há aqueles que arregaçam as mangas e vão à luta.

E como quem está sempre mais perto de almejar voos com uma Cervejaria Própria são os Cervejeiros Caseiros, esse sonho faz ainda mais parte de suas vidas. Como o jovem Leandro Pellizzaro, de 35 anos, que é o mais novo empreendedor desse mercado. Formado em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Financeira e Especialização em Política Monetária, o paulistano foi seduzido pelos aromas e sabores das Cervejas Especiais e resolveu largar tudo para montar seu próprio projeto cervejeiro: a Sahara Craft Beer que acaba de colocar no mercado sua Vienna Lager – lançada no último dia 16 de setembro no Empório Alto dos Pinheiros em São Paulo.

Sahara Craft Beer
Leandro Pellizaro

“Comecei desenvolvendo minhas receitas testando com amigos quais tinham melhor aceitação. Aí fui para a Vienna Lager que é um estilo pouco explorado no nosso mercado que só tem IPA, APA, Imperial Stout e essas mais ‘extravagantes’. Temos pouquíssimos desses estilos mais brandos de cervejas que são boas, mas não são assim tão agressivas. Por isso a Vienna Lager será o meu carro chefe”, explica o Sócio Fundador da marca que é fã dos clássicos rótulos das estadunidenses Brooklyn Brewery e da Samuel Adams.

Mas o começo dessa história se deu há dois anos quando um amigo cervejeiro caseiro precisava vender o seu equipamento. Leandro comprou e começou a pesquisar, ler livros e foi fazendo e aprimorando o modo de produção de acordo com o que ele gostava. É um “Mestre Cervejeiro autodidata”, como gosta de se definir em virtude de não ter estudado de modo formal em uma Escola Cervejeira. “Já errei bastante e isso me deu mais expertise nesse novo momento”, pontua.

O projeto da Sahara Craft Brewery é Cigano cuja produção está sendo feita em Presidente Prudente na Land Bier e todo o estoque fica em São Paulo com distribuição própria. A primeira tiragem foi de 500 litros e o projeto ainda conta com o sócio investidor André Aufranc

Sobre o nome da Sahara, Leandro explica que “muitas cervejas fazem alusão ao frio e à refrescância que remete ao gelo, mas quando você está com vontade de tomar cerveja você está com calor em muitos casos e isso faz lembrar o frescor que você quer sentir”. De modo que a Sahara Craft Beer chega para refrescar os consumidores com um mix de sensações: uma cerveja mais encorpada e com coloração âmbar que remete ao pôr-do-sol no deserto ao mesmo tempo em que entrega a refrescância esperada por quem está no meio de um local muito quente (como no deserto esperando chegar ao oásis). A ideia de Leandro também harmoniza com a própria História. Afinal, no Egito Antigo havia pessoas que eram enterradas nas Pirâmides junto com jarros de cerveja – que já era muito consumida e importante para aquela sociedade.

Análise Sensorial

Sahara Vienna LagerCom espuma de boa formação e média persistência, a Sahara Vienna Lager apresenta coloração acobreada. No aroma sentimos o malte que nos entrega casca de pão e um toque levemente caramelado que não deveria ser perceptível. O mesmo ocorre no sabor. Mas, como se trata de um projeto que está só no começo, espero que a receita ainda possa ser lapidada. O que me chamou muito a atenção foi o frescor do lúpulo floral que deu refrescância e auxiliou na elevação da drinkability da cerveja. O aftertaste trouxe a esperada secura na boca e a sensação de “crisp” do malte. É uma cerveja de amargor baixo, corpo médio, que tem muita personalidade e potencial para se firmar no Mercado.

E aí?! Você também quer BEBEER esta cerveja? Ela pode ser comprada direto no site da Sahara Craft Beer a partir de R$ 9,90 (a garrafa de 355 ml) e nos Pontos de Venda da cidade de São Paulo indicados a baixo o valor médio gira na casa dos R$ 15,00. São eles:
Sahara Vienna Lager
  • Blues Beer (Rua João de Sousa Dias, 371 - Campo Belo)
  • Cervejoteca (Rua Sena Madureira, 749 - Vila Clementino)
  • Empório Alto dos Pinheiros (Rua Vupabussu, 305 - Pinheiros)
  • La Fraternité (Alameda Jauaperi, 1413 - Indianópolis)
  • Let's Churras (Rua Antônio de Macedo Soares, 1384 - Campo Belo)
  • Tchê Café (Av. Washington Luís, 5628 - Jardim Aeroporto)
  • Underdog (Rua João Moura, 541 - Pinheiros)

A expectativa de Leandro é que a cerveja faça muito sucesso no verão. E, inclusive, pode ser que a estação também traga mais novidades da Sahara. Então, fique ligado porque aqui no Vamos Bebeer você não passa calor!

Mais informações sobre a Cervejaria SAHARA CRAFT BEER no Facebook e no Site Oficial

Renan Geishofer - Jornalista e Sommelier de Cerveja

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