segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Passaporte “Vamos bebeer?” – Com Giovanna Rossin

Olá cervejeiros e cervejeiras! Tudo bem?

Iniciamos o mês de fevereiro com a retomada da coluna Passaporte “Vamos bebeer?”. E quem nos traz as primeiras dicas do ano é a jornalista Giovanna Rossin.

A Giovanna ainda está no começo da sua carreira, mas já acumula experiência de ter trabalhado por mais de um ano na Revista VIP, passou seis meses em um site sobre aeroportos e desde o meio de 2014 vem atuando como jornalista freelancer. Ela até já tentou a sorte como modelo, mas saiu correndo porque não gostou e achou que o trabalho não era para ela. Como ela mesma diz.

E ela nos relata nas próximas linhas como foram especiais os momentos em que durante suas andanças pela Europa pôde degustar cervejas em Dublin, Bruxelas e Lyon.

Vamos com ela?


Nome completo: Giovanna Rossin
Profissão: Jornalista
Idade: 23 anos
Motivo da viagem: Lazer

Dublin - Irlanda

Fábrica da Guinness em Dublin

Quando penso nas melhores cervejas que tomei na Europa, logo me lembro da fábrica da Guinness, em Dublin - um motivo de orgulho para os irlandeses.

Era dezembro de 2013, época em que todos já estavam no clima de Natal e a cidade estava lotada de turistas. Tudo, até o frio, contribuiu para que minha experiência por lá fosse incrível. Antes de aproveitar os pubs, fui conhecer o lugar que é considerado um dos principais pontos turísticos da cidade. A fábrica é enorme, tem vários andares e nos conduz a uma viagem pelo mundo daquela cerveja.

Fábrica da Guinness em Dublin

Conhecemos os ingredientes, o modo de preparo, métodos de conservação, as propagandas icônicas de cada época, a loja completa, e, finalmente, aprendemos a maneira ideal de servi-la. Nessa última etapa, um sommelier nos ensina a esperar o momento certo de decantação e até a inclinação perfeita do pint, que é a medida de cerveja mais comum para eles.

Depois de servirmos nosso próprio copo, ganhamos um diploma. É apenas uma brincadeira, mas com certeza essa visita me fez degustar a Guinness, uma cerveja densa e saborosa que eu nunca tinha tomado no Brasil, de maneira diferente. Mas a parte mais bacana vem ainda depois daquele mini-curso, que dura cerca de meia hora, já que é feito em grupo.

Todos que visitam a fábrica têm direito a pedir um pint no bar, que fica no topo do prédio, cercado de vidro, com vista 360° de Dublin. À noite fica ainda mais bonita, por isso recomendo uma visita no final da tarde, lá para às 17h, quando fecham os portões, ainda que seja permitido continuar no bar. O ingresso para adultos custa 16,20 euros e para estudantes 14,50.

Fábrica da Guinness em Dublin

Bruxelas - Bélgica

Delirium Café Bruxelas
Certamente, outro grande momento foi quando estava viajando sozinha pela Bélgica.

Não conhecia ninguém na cidade, mas, durante o walking tour, fiz amizade com outros seis viajantes, que, para minha surpresa, também estavam sozinhos, e decidimos conhecer o famoso Delirium Café.

É um dos pubs mais agitados de Bruxelas, mas fica meio escondido, em um beco próximo à famosa Grand Place. Tem dois andares, vários ambientes, decoração típica de pub e costuma receber bandas de rock ao vivo. Está sempre lotado, desde o happy hour até altas horas da madrugada.A carta de cerveja deles é gigantesca, parece uma antiga lista telefônica, com mais de três mil itens (recorde mundial pela maior variedade de cervejas). Em meio a tantas opções, organizadas por nacionalidade e ordem alfabética, escolhi o carro-chefe da casa, cerveja homônima ao bar, Delirium Tremens, outra que experimentei pela primeira vez na vida.

Até hoje considero uma das minhas preferidas - algo que confirmei quando tomei de novo aqui no Brasil, onde é bem mais cara. Lá é um ótimo lugar para tomar essa e muitas outras cervejas porque lá você encontra as mais variadas possíveis e, de quebra, curte um dos bares mais legais da noite belga. Não lembro quanto paguei a taça, mas creio que não passava de 6 euros. A entrada é gratuita.


Delirium Café Bruxelas

Delirium Café Bruxelas

Delirium Café Bruxelas

Lyon - França


A terceira cerveja mais memorável foi uma Kronenbourg 1664 Blanc, à temperatura ambiente, que tomei, também pela primeira vez, no dia de Halloween em Lyon, cidade francesa onde morei ano passado.


Apesar de ser um pub tradicional, o Saint-James tem um toque diferente porque fica no bairro mais charmoso da cidade, chamado Vieux-Lyon, ou velha Lyon.

É uma das cidades mais bonitas da França e, apesar da tradição do vinho naquela região, a província de Rhône-Alpes, tive boa surpresa com a cerveja francesa - saborosa e agradável mesmo no frio.

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